domingo, 10 de julho de 2011

Nota sobre a "Caminhada ANTIFASCISTA"









Dia 9 de julho de 2011.




Às 7:3o da manhã,parte do grupo se encontrou na estação do metrô São Bento,pois,seguindo a orientação do DECRADI,tivemos o cuidado de "não atrapalhar" a concentração e a realização do ato organizado pelo MRSP.Seguimos pelas ruas do centro,até encontrar o restante do grupo na av;Paulista e fomos até o Pq do Ibirapuera.Quando lá chegamos(éramos um grupo de 30 pessoas),encontramos um grupo de cerca de 70 neo-nazistas e carecas do brasil.Todos eles armados de soco-inglês,facas,pedaços de madeira e ARMAS DE FOGO(revolver mesmo).
A polícia não revistou esse grupo(como é normal em uma abordagem),e apenas os conduziu para "evitar" um "confronto"...como se existisse mesmo a possibilidade de haver algum,dada a proporção e o tipo de armas que esse grupo CRIMINOSO portava.
Ao contrário do que a mídia publicou (rede record),nosso grupo não é uma gangue,tampouco estava nesse evento procurando "atrapalhar".Estávamos alí,para denunciar a existência desses grupos,e a proporção realmente me surpreendeu.A detenção recente de 5 membros desse grupo não fez com que eles perdessem a coragem de se expor publicamente,pelo contrário,acredito que isso tenha os estimulado ainda mais.
Mas não nos calaremos,não nos renderemos a esse descaso e negligência das autoridades,que mesmo sabendo da existência desses grupos,nada fazem para coibí-los.

Frente Antifascista-Danilo H.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

SKINHEAD'S e PUNK'S ANTI-FASCISTAS












Na noite desta quinta-feira, a mídia noticiou com muito alarde a detenção pela polícia de um grupo de pelo menos 20 skinheads depois de se reunirem na Praça da República, no centro de São Paulo. A Polícia Militar foi avisada por pessoas que passavam pelo local. Como acontecia no vale do Anhangabaú, próximo dali, a 11ª Feira Cultural LGBT, que faz parte dos eventos da Parada do Orgulho LGBT, a mídia já deu a entender que o grupo detido estava planejando algo contra os homossexuais da feira ou então uma ação no dia da parada.

Porém, poucas horas depois pelo Facebook, soube-se que os skinheads presos fazem parte do S.H.A.R.P, que não são homofóbicos e lutam contra o fascismo de outros grupos ditos skinheads. Os integrantes do S.H.A.R.P estavam reunidos para organizar a sua participação de apoio na parada gay, com manifestações antifascistas, da mesma forma que já fizeram participando da Marcha Contra a Homofobia que aconteceu na Avenida Paulista, em fevereiro de 2011.

Eles foram encaminhados pela PM para o 3º DP, de Campos Elísios, para averiguação. Ali eles foram cadastrados e foram liberados ao poucos. Segundo a mídia, “ninguém deu queixa de agressão contra eles”, é lógico, sendo que eles não fazem parte de grupo de intolerância.
Os verdadeiros skinheads acabam sendo vítimas do preconceito e discriminação, da mesma forma acontece com os homossexuais e os nordestinos nas mãos dos Carecas e de outros integrantes ditos skinheads, mas na verdade não se passam de fascistas, integralistas de concepção política de extrema direita. O main stream da mídia simplesmente reproduz os fatos policiais, mas não faz a verificação da veracidade dos fatos, acabando informando de forma erronia e preconceituosa.

Aproveitando deste fato, publicamos trecho de um longo e-mail enviado para a nossa redação, muito esclarecedor sobre o Skinhead, e que talvez possa jogar um pouco mais de luz sobre esse movimento social incompreendido:

Bom dia,
Quero pedir desculpas pela informalidade, mas prometo ser objetivo. Antes de mais nada, gostaria de dizer que, aprecio suas fotos e muito de seus textos. Mas um que li recentemente, embora tenha sido publicado há 4 anos, me chocou bastante, nele eu vi totalmente os antônimos das reivindicações dos homossexuais. O texto em sugestão é este, “Eles têm ódio de que”, sei que não foi você quem escreveu, mas você publicou em sua página, se estou certo. Este texto de nada mostra o conhecimento do skinhead e do punk, o embasamento foram algumas gangues de São Paulo e só. E há até mesmo incoerência como em: “Freqüentam os mesmos lugares e compartilham os gostos musicais (reggae, ska e punk – de variadas vertentes). ” Está correto, o reggae e o ska (estilo musical oriundo da Jamaica e que deu início ao reggae) são sim músicas ouvidas por skinheads, mas logo abaixo e em todo o texto ele diz que os skinheads são racistas e que alguns até veneram Hitler, me diz, como pessoas que gostam de música negra podem adorar tal lixo racista? Encarecidamente, peço para que leia o texto que vou escrever abaixo.

O skinhead nasceu na jamaica na metade dos anos 60, eram pobres jamaicanos, que cometiam alguns delitos e tinham gangues, muitos tocavam em grupos de ska, no entanto eram chamados Rude Boys. Sem emprego, foram para a Inglaterra, onde encontraram os Mods, eram garotos ingleses da classe trabalhadora que usavam um visual moderno(dai mod) e que amavam a música negra americana como o soul, blues, r&b e etc. aproveitando que os ingleses adoravam músicas negras, eles levaram o rocksteady e o ska. Fizeram muito sucesso. Do termo skinhead ainda não se sabe o por quê, mas acredita-se que como os jamaicanos tinham piolhos, eles raspavam a cabeça, os mods começaram a “copiá-los”, e em muitas músicas de ska foram imprimidas a palavra “skinhead” como nessa música: http://www.youtube.com/watch?v=qtOTodl4sVk , como pode ver o cantor é negro, um dos maiores ícones da música ska. Os mods viram que algumas bandas como The Beatles estava indo pro lado hippie, o que nada tinha a ver com o orgulho trabalhador e deixaram de ser mods ou então se denominaram “hard mods”, começaram a se vestir como os operários britânicos: botas; suspensórios; camisa xadrez.
Brancos e negros iam a bailes de ska dançar junto e confraternizar, os ingleses adoravam os jamaicanos. Fundaram o Two Tone, que também pode ser chamado de skinhead reggae, onde haviam membros negros e brancos nas formações das bandas.
O punk surgiu depois, nos anos 70. O skinhead já não tinham muitos adeptos e alguns se uniram aos punks, foi quando surgiu o Oi! que nada mais é um estilo musical que fala da união de punks & skins, as bandas punks tocam músicas punks feitas para punks, e as bandas skinheads, tocam músicas de skinheads para skinheads, embora muitas tinham membros punks e skins. O estilo retrata a vida dos grupos, nas ruas, no trabalho. É a expressão “rueira” dessas tão ditas “sub-culturas”, o que pra mim são completas o suficiente para serem chamadas de cultura. Não havia ainda racismo e nem política aqui. O anarco-punk é uma vertente distinta do Oi! muitos anarcos odeiam o Oi!

Algum tempo depois, o partido nazista inglês, o National Front, viu que haviam muitos jovens de mente vazia nesses movimentos, o maior ícone deles foi Ian Stuart Donaldson, que a princípio era Skinhead, líder da banda de “early punk” Skrewdriver, depois de frustrações por ter sido proibido de tocar com sua banda em muitos lugares, por serem considerados uma banda violenta, em relação à brigas em shows, desfez a banda, mudou de estado e se aliou ao National Front. Quando re-fundou o Skrewdriver, recrutou outros membros e agora adotava uma postura inventada por ele mesmo, o RAC (rock contra o comunismo), na verdade o RAC é apenas umas desculpa pra que sejam explícitos toda a política e ódio neonazista, o que eles menos falam é sobre comunismo. Ian foi para o neonazismo como Goebbels foi para o nazismo, os maiores divulgadores deste lixo. Graças a ele, até hoje os skinheads são chamados de nazistas, a mídia inglesa gritava aos altos que skinheads tinham feito isso, que skinheads tinham atacado negros e etc.

Os reais skinheads chamavam os seguidores de Ian, de bonehead (cabeça oca), como o movimento skinhead estava em declínio e a maioria estava ligada ao Oi! (lembrando que neonazistas não eram skinheads! Só copiaram o estilo, por isso nunca se refira a um nazi como skinhead), muitos skinheads da época do auge do ska voltaram para as ruas e também novos skinheads surgiram com a temática de Spirit of 69′, ou seja um revivalismo à cena do final dos anos 60 onde o skinhead era apenas músicas e visual, sem preconceitos e políticas.Foi criado o S.H.A.R.P (skinheads against racial prejudice, skinheads contra o preconceito racial) e o R.A.S.H (red and anarchist skinheads, skinheads comunistas e anarquistas) para combater o RAC e o neonazismo. O R.A.S.H foi muito aderido na época (todo rash é sharp, mas nem todo sharp é rash), fundaram o movimento anti-fascista, algumas bandas como The Red Skins e Oi Polloi foram muito importantes, inclusive o Oi Polloi tem uma música chamada “When Two Men Kiss” falando sobre a estupidez que é a homofobia, na frança os R.A.S.H combateram os nazi, armados com bastões de baseball, a mídia foi obrigada a divulgar o que era o R.A.S.H de tão forte que ficou, eles se tornaram seguranças em shows, impedindo a entrada de nazis e ajudaram muitos homossexuais, defendendo-os.
No Brasil, o movimento chegou na metade dos anos 80, mas não havia internet e nem informação disponível, então ouve uma total deturpação do que era o Skinhead. As informações que chegaram aqui é que skinheads ou eram nazi-fasci ou nacionalistas. O punk chegou antes aqui e totalmente deturpado também, para eles punks & skins eram rivais mortais, diferente do que dizia o Oi! E foram responsáveis por gritar para todos os cantos que os skins eram nazi. Na verdade, os skins daqui se chamavam de Carecas, apoiavam políticas de direita, muitos eram/são Integralistas e fascistas, mas muitos são apenas nacionalistas. Alguns carecas se diziam White Power, mas foram se desvinculando dos Carecas, que “apenas” são direitistas e não racistas, embora sejam homofóbicos, porque “preservam a família”, coisa de direita.

Hoje em dia, há muita informação, a maioria dos carecas não é racista e há também muitos R.A.S.H e S.H.A.R.P por aqui, muitos skinheads tradicionais (spirit of 69′) que se reúnem em dancehalls de reggae e ska, juntos de negros e qualquer tipo de etnia.

Conclusão
Publicar algo sem ter uma fonte real é fazer o mesmo que os homofóbicos fazem, é ter um PREconceito, é ignorância. Não estou querendo dizer que agora você tenha que gostar de skinheads. Sou um skinhead tradicional e S.H.A.R.P e tenho muitos amigos homossexuais, tanto homens e mulheres. O meu objetivo foi apenas explicar as coisas e abrir a sua mente para que não seja tão preconceituoso quanto um homofóbico. Já que és uma pessoa influente. Se quiser saber mais recomendo o documentário Skinhead Attitude, pode ser baixado em qualquer lugar na internet e tem esse blog: http://skinheadculture.blogspot.com/

quarta-feira, 15 de junho de 2011

A filosofia da liberdade!

Documentos brasileiros sobre tortura no regime militar são repatriados

"Advogados copiaram processos clandestinamente nos anos de 1980.
Material teria evidência de violações dos direitos humanos no período."


A Procuradoria Regional da República da 3ª Região (PRR-3) sediou, nesta terça-feira (14), um ato público que marcou a repatriação de documentos do acervo Brasil: Nunca Mais, que foram coletados clandestinamente durante os anos de 1980, no período do regime militar, que pudessem evidenciar violações dos direitos humanos. O material foi mantido no exterior pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI) e pelo "Center for Research Libraries" (CRL).
Durante o período da ditadura militar, havia a preocupação com a apreensão do material por parte dos repressores políticos. A alternativa encontrada foi microfilmar as páginas e remeter os filmes ao exterior. As cópias dos processos foram remetidas de Brasília a São Paulo durante seis anos, em sigilo, o que resultou em um material com 707 processos, um milhão de cópias de documentos e 543 rolos de microfilmes.
Em 15 de julho de 1985, quatro meses após a retomada da democracia, foi lançado o livro "Brasil: Nunca Mais", que mostrava parte dos documentos. Um catálogo dos processos judiciais, com análises, soma 6.891 páginas, foi dividido em 12 volumes e foi denominado de "Projeto A".
Estratégia de 24 horas
A compilação dos documentos começou quando a advogada Eny Raimundo Moreira e os advogados do escritório Sobral Pinto precebera que poderiam reproduzir os processos aproveitando as 24 horas facultada pelo Tribunal de Justiça para retirada dos autos para consulta.
O objetivo era encontrar, junto ao Superior Tribunal Militar (STM), informações e evidências de violações aos direitos humanos, praticadas por agentes da repressão militar.
O plano foi encaminhado para Jaime Wright, reverendo da Igreja Presbiteriana, e pelo então cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que comandaram as atividades a partir de São Paulo. Os recursos financeiros foram obtidos com o Conselho Mundial de Igrejas (CMI).
Perda de material
O Ministério Público Federal (MPF) constatou que parte do acervo de cópias dos processos do STM, mantido na Universidade de Campinas (Unicamp), sofreu prejuízos com o passar do tempo. Entre os principais problemas estão a ausência de páginas com depoimentos de presos políticos, que foram prestados nas auditorias militares. Os documentos denunciavam torturas, com menção a nomes de torturadores.
A partir disso, o MPF e o Armazém da Memória optaram por digitalizar o material e disponibilizar o material na internet para consulta pública.

Ativista,e Nobel da paz,Shirin Ebadi em entrevista à Folha

A ativista Shirin Ebadi, 63, Prêmio Nobel da Paz de 2003, acusou o regime do presidente Mahmoud Ahmadinejad de enviar tropas para ajudar na repressão aos protestos pró-democracia na Síria -o "único aliado" do Irã no Oriente Médio, segundo ela. Assista ao vídeo abaixo: